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Depois de ver e ler muitos elogios das pessoas que utilizam a Netflix e pelo meu fascínio por filmes, resolvi criar uma assinatura para testar o serviço, e não foi nada agradável.

“Com mais de 23 milhões de assinantes de transmissão online no mundo, a Netflix, Inc. [Nasdaq: NFLX] é o serviço líder de assinatura para assistir a filmes e séries de TV pela Internet. Por aproximadamente US$ 7,99 ao mês, os assinantes da Netflix nas Américas, no Reino Unido e na Irlanda podem assistir online a filmes e séries de TV ilimitados, transmitidos pela Internet para PCs, Macs e TVs. Dentre a ampla e crescente base de aparelhos que transmitem a partir da Netflix estão os videogames Microsoft Xbox 360, Nintendo Wii e Sony PS3; vários aparelhos de Blu-ray, TVs, sistemas de home theater, gravadores de vídeo digital e aparelhos de vídeo conectados à Internet; iPhone, iPad e iPod touch da Apple; além de Apple TV e Google TV. No total, existem mais de 700 aparelhos compatíveis com a Netflix.”

De acordo com dados da Netflix, ela oferece um gigantesco acervo de filmes, os quais podem ser todos assistidos diretamente da web, com ótima qualidade. A empresa possui também um “suporte” telefônico que está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Creio que só para manter uma área de suporte desse nível, essa empresa não deve ser nada pequena. Com mais de 23 milhões de assinantes, obter uma demanda para atender, que seja 1/10 disso, em vários países, não deve ser fácil.

Segundo informações do site, “existem mais de 700 aparelhos compatíveis com a Netflix”, entre esses aparelhos podemos citar alguns sistemas como: “Windows XP com Service Pack 2, Vista ou Windows 7”, Mac, Chrome OS, Playstation, Xbox360, iPad, aparelhos com versão do Android acima da 2.2, Roku – um Linux embarcado que vem em um pendrive para ser ligado direto em aparelhos de TV – dentre outras centenas de aparelhos e sistemas.

Como utilizador de Linux, logo pensei: Não diz que roda em Linux, mas Chrome OS, Android, Roku e outros, são Linux, possui um Kernel do Linux, então deve rodar em Linux. Engano meu, após tentar assistir a um filme, fui direcionado para a tela seguinte, dizendo que para funcionar deveria ser apenas nos sistemas descristos abaixo:

Como não sou um simples usuário que se contenta com qualquer coisa, resolvi tentar buscar soluções para poder rodar o Netflix no Linux. Depois de uma vasta procura pela web, o que encontrei foram pessoas decepcionadas, dizendo que a solução encontrada era rodar o Netflix dentro do Windows (rodando) em uma máquina virtual. Encontrei também informações de que a Netflix estaria desenvolvendo um sistema para Linux, mas sem prioridade e sem prazo de conclusão.

Depois de muito tentar fazer o sistema funcionar no Linux, resolvi baixar o Chrome OS e testar, já que no próprio site dizia possuir suporte, e para minha surpresa ou melhor dizendo, tristeza, deparei-me com a seguinte tela abaixo dizendo que não possuía um player de vídeo disponível para o Netflix:


Comecei, então, a pesquisar sobre esse erro na web e tudo que encontrei não foi satisfatório para solucionar o problema. Assim, resolvi ligar para o suporte a fim de resolver o meu problema, ou seja, a impossibilidade de assistir a vídeos pelo Chrome OS.

O suporte via telefone é muito rápido: você fica praticamente menos de 1 min na espera para ser atendido e as pessoas são sempre muito agradáveis.

A atendente perguntou-me em que poderia ser útil; disse que tinha feito uma assinatura no Netflix, mas não estava conseguindo assistir aos filmes pelo Chrome OS. Essa parte durou cerca de 7 min a 10 min para a atendente entender o que era o Chrome OS. Depois de muito explicar, dizendo que era um Sistema Operacional do Google, pois estava a confundir com o navegador Chrome, perguntou: “Mas você o está rodando em qual sistema? No Windows XP?” Tentei explicar mais algumas vezes, e ela não conseguindo entender chamou a supervisora; o telefone ficou mudo alguns instantes, mas logo em seguida volta a atendente dizendo para mim que o Chrome OS era baseado em Linux e não tinha suporte a Linux. Expliquei-lhe que estava no site da Netflix, e o referido site dizia ter suporte; ela não conhecia o endereço para chegar na imagem relatada sobre os sistemas que teriam suporte. Fiz a gentileza de passar o endereço; surpreendida deparou-se com o Chrome OS na lista dos que tinham suporte. Mais uma vez chamou a sua supervisora e mostrou a mensagem que estava no site da Netflix. Fiquei mais algum tempo aguardando no telefone quando ela retorna e me diz que não sabia disso, pede desculpas, pois o site apresentava um erro; por isso, iria pedir para remover tal informação. Perguntei, então, a razão deles terem colocado isso. Ela disse-me que o suporte deve ser apenas para os EUA – incrível como que um software funciona em certos países e em outros não, deve ser a “(h)umi(l)dade”.

Depois de tudo isso, o que sobrou foi apenas uma insatisfação muito grande. Acho que um estagiário programador com uma semana mexendo no código, consegue criar um cliente para o Linux.

O mais estranho de tudo isso é que todas as empresas estão voltando os seus serviços para funcionar direto da web, sem precisar instalar nenhum cliente, e essa mega empresa fazendo isso.

Fica uma pergunta, qual o porquê disso? Será algum acordo com a Microsoft ou com a Apple para não criar algo que funcione nativamente nas distribuições Linux? Será, também, que existem mais usuários de Chrome OS do que de Linux? Esse último eu não conheço ninguém que utilize.


Depois de ver e ler muitos elogios das pessoas que utilizam a Netflix e pelo meu fascínio por filmes, resolvi criar uma assinatura para testar o serviço, e não foi nada agradável.

Com mais de 23 milhões de assinantes de transmissão online no mundo, a Netflix, Inc. [Nasdaq: NFLX] é o serviço líder de assinatura para assistir a filmes e séries de TV pela Internet. Por aproximadamente US$ 7,99 ao mês, os assinantes da Netflix nas Américas, no Reino Unido e na Irlanda podem assistir online a filmes e séries de TV ilimitados, transmitidos pela Internet para PCs, Macs e TVs. Dentre a ampla e crescente base de aparelhos que transmitem a partir da Netflix estão os videogames Microsoft Xbox 360, Nintendo Wii e Sony PS3; vários aparelhos de Blu-ray, TVs, sistemas de home theater, gravadores de vídeo digital e aparelhos de vídeo conectados à Internet; iPhone, iPad e iPod touch da Apple; além de Apple TV e Google TV. No total, existem mais de 700 aparelhos compatíveis com a Netflix.”

De acordo com dados da Netflix, ela oferece um gigantesco acervo de filmes, os quais podem ser todos assistidos diretamente da web, com ótima qualidade. A empresa possui também um “suporte” telefônico que está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Creio que só para manter uma área de suporte desse nível, essa empresa não deve ser nada pequena. Com mais de 23 milhões de assinantes, obter uma demanda para atender, que seja 1/10 disso, em vários países, não deve ser fácil.

Segundo informações do site, “existem mais de 700 aparelhos compatíveis com a Netflix”, entre esses aparelhos podemos citar alguns sistemas como: “Windows XP com Service Pack 2, Vista ou Windows 7”, Mac, Chrome OS, Playstation, Xbox360, iPad, aparelhos com versão do Android acima da 2.2, Roku – um Linux embarcado que vem em um pendrive para ser ligado direto em aparelhos de TV – dentre outras centenas de aparelhos e sistemas.

Como utilizador de Linux, logo pensei: Não diz que roda em Linux, mas Chrome OS, Android, Roku e outros, são Linux, possui um Kernel do Linux, então deve rodar em Linux. Engano meu, após tentar assistir a um filme, fui direcionado para a tela seguinte, dizendo que para funcionar deveria ser apenas nos sistemas descristos abaixo:

Como não sou um simples usuário que se contenta com qualquer coisa, resolvi tentar buscar soluções para poder rodar o Netflix no Linux. Depois de uma vasta procura pela web, o que encontrei foram pessoas decepcionadas, dizendo que a solução encontrada era rodar o Netflix dentro do Windows (rodando) em uma máquina virtual. Encontrei também informações de que a Netflix estaria desenvolvendo um sistema para Linux, mas sem prioridade e sem prazo de conclusão.

Depois de muito tentar fazer o sistema funcionar no Linux, resolvi baixar o Chrome OS e testar, já que no próprio site dizia possuir suporte, e para minha surpresa ou melhor dizendo, tristeza, deparei-me com a seguinte tela abaixo dizendo que não possuía um player de vídeo disponível para o Netflix:


Comecei, então, a pesquisar sobre esse erro na web e tudo que encontrei não foi satisfatório para solucionar o problema. Assim, resolvi ligar para o suporte a fim de resolver o meu problema, ou seja, a impossibilidade de assistir a vídeos pelo Chrome OS.

O suporte via telefone é muito rápido: você fica praticamente menos de 1 min na espera para ser atendido e as pessoas são sempre muito agradáveis.

A atendente perguntou-me em que poderia ser útil; disse que tinha feito uma assinatura no Netflix, mas não estava conseguindo assistir aos filmes pelo Chrome OS. Essa parte durou cerca de 7 min a 10 min para a atendente entender o que era o Chrome OS. Depois de muito explicar, dizendo que era um Sistema Operacional do Google, pois estava a confundir com o navegador Chrome, perguntou: “Mas você o está rodando em qual sistema? No Windows XP?” Tentei explicar mais algumas vezes, e ela não conseguindo entender chamou a supervisora; o telefone ficou mudo alguns instantes, mas logo em seguida volta a atendente dizendo para mim que o Chrome OS era baseado em Linux e não tinha suporte a Linux. Expliquei-lhe que estava no site da Netflix, e o referido site dizia ter suporte; ela não conhecia o endereço para chegar na imagem relatada sobre os sistemas que teriam suporte. Fiz a gentileza de passar o endereço; surpreendida deparou-se com o Chrome OS na lista dos que tinham suporte. Mais uma vez chamou a sua supervisora e mostrou a mensagem que estava no site da Netflix. Fiquei mais algum tempo aguardando no telefone quando ela retorna e me diz que não sabia disso, pede desculpas, pois o site apresentava um erro; por isso, iria pedir para remover tal informação. Perguntei, então, a razão deles terem colocado isso. Ela disse-me que o suporte deve ser apenas para os EUA – incrível como que um software funciona em certos países e em outros não, deve ser a “(h)umi(l)dade”.

Depois de tudo isso, o que sobrou foi apenas uma insatisfação muito grande. Acho que um estagiário programador com uma semana mexendo no código, consegue criar um cliente para o Linux.

O mais estranho de tudo isso é que todas as empresas estão voltando os seus serviços para funcionar direto da web, sem precisar instalar nenhum cliente, e essa mega empresa fazendo isso.

Fica uma pergunta, qual o porquê disso? Será algum acordo com a Microsoft ou com a Apple para não criar algo que funcione nativamente nas distribuições Linux? Será, também, que existem mais usuários de Chrome OS do que de Linux? Esse último eu não conheço ninguém que utilize.