Este texto ilustra um quadro sério de hernia de disco e, posteriormente, a cura através, e somente, da ozonoterapia.
Descreverei como se fosse uma narrativa, de ordem cronológica, para que entendam tudo o que aconteceu até o alcance da cura.

O Acontecimento

Em fevereiro de 2015 eu estava com um nível de stress alto, pois teria que entregar um livro para a editora o qual acabou atrasando muito. Virei noites em claro escrevendo tentando terminar o quanto antes, ficando muitas horas sentado somando à carga de stress, foi o bastante para uma noite, ou melhor dizendo, madrugada, e fui dormir com certa dor na lombar. Era um incômodo gradativo e por eu já apresentar hérnia de disco, desde de 2012 – apesar de nunca me impedir de fazer nada, muito menos de jogar tênis –, achei que passaria, mas não passou. Deitei para dormir mais cedo esse dia, por volta das 3h da manhã e sentindo muita dor.

Por volta das 4:30h acordo para ir ao banheiro urinar e já na tentativa de levantar sinto uma dor muito grande, mas consigo chegar ao banheiro e quando vou agachar para levantar a tampa, sinto uma dor como nunca antes tinha sentido na minha vida, minha visão escureceu e eu senti que estava a um fio de desmaiar, mas com muito custo fui me arrastando para o meu quarto, chegando lá não consegui me sentar na cama, acabo caindo sobre ela com uma dor terrível. Nessa hora, grito por minha irmã – pedindo por socorro – que estava dormindo no quarto ao lado. Ela acorda para ver o que tinha acontecido e a cena era: eu deitado na cama, não sentindo a minha perna direita e desesperado com pensamentos negativos com medo de não mais andar. Sei que isso pode parecer um exagero e sem entrar muito em detalhes, quando eu era mais novo já desejei não ser gago e preferi não ter as pernas. Sei que isso é um tanto absurdo, mas não vou entrar nesse assunto, só posso dizer que hoje arrependo amargamente por ter dito tais palavras e que sou imensamente grato por ser quem sou, do jeito que sou e o que sou!

Eu não sabia o que me esperava, o que estava por vir, mas hoje percebo que tudo que passei foi uma prova, um teste como tantos que passamos pela vida. As dificuldades que passo, procuro sempre encará-las, enfrentar os problemas e sempre tentar aprender com os erros, tirar algum proveito.

Pedi a minha irmã que ligasse para o SAMU e me pegasse em casa, pois eu estava sentindo muita dor, não sentia a perna direita e não conseguia andar. Foi a primeira vez que fui levado de ambulância para um hospital.

O SAMU chegou, vieram dois homens, me ajudaram a sair da cama e chegar até a ambulância, o que acabou levando alguns minutos. Eu não dispunha mais de um plano de saúde, então fomos para o “maravilhoso” hospital público, HPS de Juiz de Fora. Por sorte, ou azar, tinha um ortopedista de plantão. Chegando ao HPS me colocaram em uma cadeira de rodas, pois como dito acima, eu não conseguia andar. Levaram-me para dentro do hospital, aonde fiquei na fila esperando ser atendido.

Passado algum tempo fui encaminhado para o tal médico, e ainda tirei forças para discutir com ele sobre auto-hemoterapia, de um lado eu defendendo e do outro, ele, debochando da minha cara e dizendo que era médico a 35 anos e hérnia de disco só se resolve com operação. Disse que eu achava que sabia de algo só porque tinha olhado na internet. Bom, esse é o nosso SUS, ao menos a minha experiência. O médico me passou um analgésico forte na veia que demorou algumas horas para amenizar a dor, pois passar, estava longe de passar. Também chegou a me receitar um analgésico tarja preta em comprimido.

Abro um parêntese para dizer que preciso escrever um artigo falando a minha opinião sobre médicos, mas posso resumir dizendo que 1% são valiosos e realmente estão empenhados em estudar, aprender sempre e buscar tratar a causa dos problemas, com objetivo de atingir a cura. Os 99% que restam só servem para preencher o ego e manter o status. Reforço a dizer que essa é a minha opinião e não terá uma abordagem profunda neste texto.

Passado todo o sufoco, como havia dito anteriormente, eu não sabia o que estava por vir, estava iniciando uma etapa que, de certo modo, mudaria a minha vida, meus conceitos e quem eu sou, de uma forma brusca, mas que me trouxe inúmeros benefícios como pessoa e me proporcionou ajudar muitas outras. Possibilitou-me estudar mais sobre a área da saúde e tentar entender um pouco sobre o processo chamado vida!

Uma semana depois, em casa, sentindo dor e estando mais sozinho, fui atrás de um osteopata para colocar minha coluna no lugar, pois sabia que as vértebras tinham rodado, ou girado. Eu estava com um lado do quadril com mais de 10cm de diferença do outro. Sobre a osteopatia, eu já conhecia a muitos anos e já cheguei a fazer tratamento por um longo período, pois eu tenho frouxidão ligamentar em todo o corpo e existem algumas partes que possuo uma maior flexibilidade, uma delas é na coluna.

A osteopata que fiz tratamento por muito tempo não tinha vaga, então fui para a internet procurar por alguém, achei um sujeito que não recomendo nem para o meu pior inimigo, porém como eu estava sentindo muita dor, resolvi arriscar. Deixo um ressalvo, além da pessoa que me atendou ser um péssimo profissional, ainda me cobrou caro.

Com muito custo, saí de casa e fui andando bem de vagar até chegar ao ponto de ônibus. Só consegui andar, quase me arrastando, pois tinha tomado um analgésico. Entrei no ônibus e fui até o tal osteopata. Quando estava chegando ao centro da cidade, minha pressão caiu muito, comecei a passar muito mal e o motorista do ônibus queria deixar os passareiros e me levar para o hospital, eu disse que não, só precisava melhorar um pouco. Tentei ligar para a minha irmã, mas meus dedos não fechavam, parece que tive algum tipo de paralisia e por pouco não desmaiei. Sobre o osteopata nem convém contar, mas confesso que ele não colocou minhas vértebras no lugar, apenas aliviou momentaneamente um pouco os sintomas.

Minha batalha agora seria encontrar um profissional bom, e quando um amigo me liga para perguntar como eu estava, comentei com ele se conhecia algum osteopata e me passou o nome de um, Edson Oliveira, e me disse ser o melhor de Juiz de Fora. Bom, lá fui eu com esperança de que voltando minha coluna para o lugar, já teria alívio imediato.

Posso dizer, sem dúvidas, que foi o melhor osteopata que já fui até hoje. Ele me olhou, me colocou na maca, fez as manobras e realmente senti um pequeno alívio, pois as vértebras já estavam em seus devidos lugares. Ele me disse que tinha prejudicado o nervo e me passou um complexo de vitamina B12 para agilizar no processo de cicatrização. Cheguei a fazer algumas sessões com ele, pois nesse tempo de dor, comecei instintivamente a forçar mais um lado do meu corpo e minhas vértebras acabavam girando e eu sentindo mais dor. Foi aos pouquinhos, já tinha passado uns dois meses e eu já estava andando melhor, mas nada de pegar peso. Porém o pior ainda estava por vir!

Devido a um problema no fígado e não poder tomar medicamentos alopáticos, pois praticamente qualquer droga me faz mal, ficava com uma grande tensão sobre como eu poderia aliviar a dor sem as drogas alopáticas.

Chegou um momento que a osteopatia não estava mais dando conta e resolvi procurar um ortopedista, Igor Leitão, conhecido, que já tinha feito um tratamento antes e foi muito satisfatório. Logo de cara ele fez alguns testes comigo e disse que eu tinha perdido um pouco da sensibilidade na perna direita, me pediu uma ressonância magnética para analisar como estava a minha coluna.

Dois dias depois volto ao consultório com a ressonância, ele tira para olhar e leva um susto, disse que era uma das hernias maiores que tinha visto e me encaminhou para três neurocirurgiões. Disse que não era a especialidade dele, mas que muito provavelmente o meu caso se enquadraria nos 5% que precisam ser operados.

Saí do consultório sem autoestima e extremamente mal. Lembro-me que cheguei a sentar na calçada e não conseguia ver um bom futuro, já me imaginava em uma cadeira de rodas.

Cheguei em casa, escaneei a ressonância e enviei para meu tio, anestesista, e pedi para que conversasse com os amigos médicos, e um amigo neurocirurgião disse que meu caso era de operação, ou seja, confirmando o que o ortopedista tinha dito e me deixando muito mal.

De algum modo, como sempre fiz em minha vida, sozinho, arrumei forças para encontrar um tratamento alternativo.

Como não tinha mais resultados com a osteopatia, a hernia parecia ter piorado e a dor aumentada. Eu tinha um livro para terminar, não conseguia dormir por causa da dor, então aproveitei o tempo que fiquei acordado para pesquisar e estudar tratamentos alternativos, o que me fez chegar na ozonoterapia.

Fiz uma escolha na minha vida! Já que os medicamentos alopáticos me deixavam muito mal, tendo: muita náusea, tonteira, vômitos… ou seja, eu quase não saía da cama, então resolvi não tomar nada e ficar sentindo dor, ao menos minha mente estava boa, eu podia produzir escrevendo e pesquisar uma solução para o meu problema. Fiquei 3 meses dormindo muito mal, no máximo 2h por dia, sentado em uma poltrona, e isso apenas porque o sono e o cansaço eram maior que a dor. Nesse período cheguei a emagrecer e perder muita massa muscular na parte direita inferior do corpo.

As pesquisas que fiz durante alguns meses me trouxeram esperança, pois a cura da hernia de disco através da ozonoterapia eram relatadas em milhares de casos.
O mais interessante é que o procedimento é simples, sem efeito colateral e barato, por esse motivo não é legalizado no Brasil. Acho que seria legalizado caso não fosse curativo, caro e com dezenas de efeitos colaterais.

A ozonoterapia é reconhecida pela comunidade científica há mais de 100 anos em diversos países, tanto de primeiro mundo quanto de terceiro mundo possuem uma adesão muito grande. Porém essas informações ficarão para a segunda parte sobre a cura, a qual irei esmiuçar tudo sobre o ozônio e o seu funcionamento.

Todas as pesquisas que fiz, mais de 99% eram fora do Brasil, profissionais aqui com experiência e dedicação a ozonoterapia são mínimos.

Cheguei a entrar em contato com um médico argentino. Vi uma entrevista que ele deu em um canal de televisão, consegui o e-mail pessoal dele e mandei um e-mail contando o meu caso junto com minha ressonância. Lembro que enviei o e-mail no sábado a noite e no domingo de manhã ele já tinha respondido o e-mail, veja na íntegra o e-mail que me foi enviado:

“HOLA TALES… MUCHO GUSTO EN CONOCERTE,,,VI TU RESONANCIA TU DISCO ES MUY CLARO…EL TRATAMIENTO QUE ES LA DISCOLISIS CON OZONO, ES UN INTERVENCION QUE SEA HACE GUIADA CON TOMOGRAFIA COMPUTA , ES AMBULATORIO I CON ANESTESIA LOCAL..EL 99%DEL RESULTADO ES LA INTERVENCION, EL RESTO ES UN APOYO PARA QUE SE HACELERE LA MEJORIA …. MUCHOS SALUDOS”

Como pode ser lido no e-mail acima, existe um tratamento próprio para hernia de disco com ozônio. Esse tratamento consiste basicamente em usar uma máquina de ultrassom para guiar a introdução de uma agulha, até o núcleo do disco, na qual é injetada o ozônio. De acordo com a entrevista que eu assisti desse médico, em até 6 semanas o paciente está totalmente curado e com o disco regenerado. Na primeira semana o paciente não sente mais dor. Todo o procedimento é feito em meio ambulatorial e apenas com anestesia local.

O problema que não encontrei um médico no Brasil que faz tal procedimento e já estava buscando juntar dinheiro para ir à Argentina para realizar tal procedimento. O Dr. Helarf Felix Rivas Diaz é um neurocirurgião e tem mais de 30 anos de experiência com o tratamento de ozônio para hernia discal.

No vídeo a seguir pode-se ver o Dr. Helarf explicando o funcionamento sobre o tratamento com ozônio para hérnia discal:

Foi em junho de 2015 que descobri um médico especializado em ozonoterapia em Juiz de Fora, através de um amigo da minha irmã. Porém foi apenas depois do dia 10 de junho que consegui uma consulta com o médico Geraldo Furtado Lamas, e a partir daí iniciou-se uma dedicação entre médico e paciente com objetivo de cura. Eu acabei sendo um paciente para estudo, pois ele nunca tinha tratado alguém com uma hernia de disco tão grande.

Inicialmente começou a tratar com injeções subcutâneas de ozônio e confesso que no início cheguei a ficar um pouco desanimado, pois o alívio sentido era muito pequeno. Porém eu ainda tinha uma esperança de cura e com muitas pesquisas feitas, vi que era possível.

O Tratamento

O tratamento se deu início no meio de junho e durou cerca de três meses, foi aonde eu repeti a ressonância magnética da coluna lombar.

Inicialmente, comecei a receber injeções de ozônio com uma agulha subcutânea, onde a melhora era quase insignificativa, o que me deixou o pouco frustrado. Porém, quando recebi a minha primeira aplicação para vertebral – com uma agulha maior – foi que tive um grande alívio, o que fez mudar o meu semblante quase de imediato, pois o efeito do ozônio é quase instantâneo.

Observação: Antes do ozônio, cheguei a tomar uma injeção de corticoide na coluna e o alívio foi praticamente nulo.

A cada nova aplicação, realizada uma vez por semana, sentia-me mais aliviado e confiante para a cura. No início o objetivo era não sentir mais dor e um almejo grandioso por uma boa noite de sono, o que aconteceu logo no início do julho.

Fiquei muito restrito com os meus movimentos e aos poucos fui pegando confiança e andando melhor. No início minha perna direita mal alcançava um passo. Também não consegui mais flexionar o tronco em direção aos pés, abraçando os joelhos, sendo que era algo que sempre fiz com muita facilidade.

Três meses após o início do tratamento, voltei a jogar tênis – esporte que pratiquei por uma vida – e não senti mais nenhum desconforto. O meu prazer maior passou a ser caminhar, não importa o quanto longe fosse, eu ia andando.

Há pouco tempo voltei a correr e estou ótimo, me considero completamente curado, sem nenhum tipo de dor.

Fiquei por muito tempo com uma sensibilidade reduzida que, primeiramente, ia da minha coxa até os dedos do pé, depois passou da panturrilha até os dedos do pé, até chegar a ficar apenas em alguns dedos do meu pé direito para depois desaparecer por completo.

Concluo dizendo que deixei de gastar um valor considerável em uma cirurgia, com riscos e pós-operatório complicado, tendo que ser medicado, para realizar um tratamento simples, indolor, e sem efeitos colaterais.

Infelizmente, assim como toda a corrupção que existe neste país o qual não tenho nem um pouco de orgulho de dizer que sou brasileiro, a ozonoterapia ainda encontra barreias por meio da ANVISA para ser liberado. Creio que qualquer ser pensante existente neste país pode chegar as conclusões obvias do porque tudo que é barato, sem efeitos colaterais é ilegal aqui.

Segue os resultados dos exames realizados antes e depois do tratamento com ozônio:

Ressonância antes do tratamento:
ressonancia-lombar-antes

Laudo da ressonância:
ressonancia-tcr

Ressonância depois do tratamento:
ressonancia-lombar-depois2

Laudo da ressonância:
ressonancia-hu

O Que é o Ozônio

O ozônio é um gás instável, de cheio forte, cor azulada, e nocivo para os seres vivos. Está concentrado em maior quantidade na estratosfera, onde é produzido. O seu símbolo químico é o O3, representado por ligações de oxigênio. A única forma nociva do ozônio, para os seres humanos é através da inalação (via respiratória).

Sua composição química é formada por uma molécula de ozônio composta por três átomos de oxigênio que se forma quando as moléculas de oxigênio se rompem devido à radiação ultravioleta ou descarga elétrica e os átomos separados combinam-se com outras moléculas de oxigênio.

A Ozonoterapia ou Ozonioterapia

A ozonoterapia é uma terapia segura, eficaz e com um ótimo custo-benefício, possuindo comprovação científica há mais de cem anos.. É a mais segura das terapias médicas, tendo uma porcentagem de segurança de 0,0007%. Não existe nada na medicina tão seguro como a terapia com o ozônio.

É eficaz em mais de 262 enfermidades, segundo Saul Pressman, P.h.D. Lembrando que essas 262 enfermidades foram comprovadas cientificamente, isso não impede que seja eficaz para outras enfermidades.

Segundo o Dr. Lair Ribeiro, a ozonoterapia reestabelece o estado de equilíbrio do corpo, podendo ser usado em qualquer condição médica, independente do diagnóstico. Um exemplo que pode ser citado é Cuba, um país onde todos os hospitais públicos tratam qualquer enfermidade com ozônio.

Atualmente, a terapia com ozônio é aprovada nos seguintes países: Alemanha, Bulgária, Canadá, Cuba, França, Hungria, Itália, Israel, Japão, México, Polônia, Rússia, EUA (em mais de dez estados).

O ozônio utilizado na medicina é criado, produzido, a partir de uma máquina – um gerador que converte moléculas de oxigênio medicinal em ozônio. Por ser um gás muito instável, normalmente obtém-se uma mistura constituída de 98% de O2 (oxigênio) e 2% de O3 (ozônio).

Como estou após 3 anos de tratamento?

Muitas pessoas me perguntam como eu estou me sentindo após o tratamento com O3, se tive problemas após me tratar, se tive que refazer o tratamento… Estou me sentindo ótimo da coluna, não tive mais problemas e nem refiz o tratamento.Já voltei a correr e parei. Faço exercícios regularmente e isso já faz algum muito tempo.

Meu pai passou mal, ficou internado, então e fui para minha cidade natal para cuidar dele. Mesmo longe das quadras de peteca por mais de uma década, resolvi jogar um pouco para relembrar os velhos tempos em que eu competia. Cheguei a jogar três dias alternados, cerca de 3 a 4 partidas por dia. Então resolvi pedir ao meu tio para que me filmasse e vocês pudessem ver como minha coluna está 100%. Esse vídeo foi feito no último dia que joguei peteca, cheguei a jogar 4 partidas, sendo duas seguidas, intervalo e mais duas seguidas.