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Religião, “(…) deriva do termo latino “Re-Ligare”, que significa “religação” com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, além do mundo físico.”

Retornando um pouco na história, cerca de 5 a 20 mil anos a.c, pode-se constatar que os povos mais antigos eram adoradores de deuses, como os assírios, babilônios, egípcios, sumérios, dentre outros. Existem pesquisas sobre essas grandes civilizações que acreditavam piamente em deuses.

Pode-se compreender o porquê dessas gigantescas civilizações acreditarem que esses seres eram deuses, diferente e possuíam uma tecnologia infinitamente mais avançada que a civilização da época. Temos construções monumentais que até hoje estão aprumadas, como as famosas pirâmides de Gisé, as quais muitas pessoas, ainda, acreditam que o homem as construiu. Cientistas tentam obter provas, criando engenharia reversa para tentar explicar que tais monumentos foram construídos pelo homem, tentam induzir a mente humana a seguir uma trajetória, que pode não estar correta.

O cristianismo foi que se apoderou do termo “religião”, adquirida do latim, como relatado anteriormente. Um detalhe importante é que em outras civilizações não existia uma palavra equivalente.

Comparando com as civilizações antigas que eram adoradas por deuses, surgiram pessoas com um poder de intelecto elevado (“espertos”) e de índole extremamente ruim. Criou-se a religião, um Deus supremo e várias leis, aonde a relação de grandeza era algo como: Deus → Igreja → homem. Dessa forma, a igreja se tornou um portal e de acordo com suas regras, criadas por humanos com o intuito de controlar a humanidade, ou seja, os mais fracos, quem as seguia era bom e ia para o céu, caso contrário ia para o inferno. Gerou uma grande simplicidade; muitas coisas na antiguidade não tinham explicação, fazendo com que a atribuísse uma “palavra mágica” onde tudo que não era possível explicar, era porque Deus que fez ou da vontade de Deus e ponto final. Com o surgimento da igreja, surgiu também um livro de regras, conhecido também como bíblia, aonde tudo que fora escrito ali é porque tinha que ser daquele jeito e se alguém se opusesse, fosse contra de alguma forma, era considerado um bruxo ou bruxa e deveria ser queimado vivo.

Nessa época começou a inibição e o atrofiamento da mente humana. Primeiro, o homem deveria acreditar apenas nesse livro de regras, sua mente ficou limitada ao paradigma deste pequeno livro, qualquer coisa além disso era proibido e a punição seria algo como a morte e sofrer para sempre no inferno. O medo foi se alastrando e a igreja cada vez mais ganhando poder, ficando cada vez mais forte. Alguns “do contra” se arriscaram provando que a igreja estava errada, repito, provando que a igreja estava errada, mas acima dela estava somente Deus, então, ela estaria sempre certa e o acusador errado, tendo como pena a morte e sofrer para sempre no inferno.

Essa coisa de céu e inferno foi uma jogada muito bem formulada, algo que eu comparo hoje como a igreja sendo os pais e o homem a criança. Se a criança cumprir com as normas que lhes foram impostas e fizer tudo que os pais desejam, a criança ganha um presentinho, ou seja, vai para o céu; se fizer algo de errado, é punida e vai para o inferno.

Naquela época houve um grande fortalecimento e poder da igreja, que derramou muito sangue e conquistou muitas terras. A grande maioria da elite acreditava no poder da salvação que a igreja oferecia, desse modo eram capazes de fazer tudo pela igreja, como matar, saquear. Torturavam muitos para que delatasse quem estivesse contra a igreja de alguma forma, dessa maneira, encontravam e exterminavam os traidores.

Em toda parte e época da humanidade sempre existiram pessoas que se opuseram a maioria, lutando pelo que acreditavam ser o certo e é por essas pessoas que chegamos e temos o mínimo de controle, liberdade, democracia, conforto, dentre milhares de outras coisas que foram conquistadas para nós. Se não fossem esses heróis e heroínas, o mundo seria algo bem diferente do que temos hoje. Talvez a igreja seria a grande dominadora e nós os fieis idolatrados, paradigmados.

A religião foi a grande impositora de obrigações e aceitações para o cristianismo, chegando ao ponto dos que se negassem a serem evangelizados, cristianizados, eram massacrados. A palavra respeito com o próximo foi algo por muitos anos ignorado pela igreja. Um exemplo que a maioria de nós conhecemos foi a imposição da igreja pelos jesuítas para cristianizar os índios, forçá-los a perder suas culturas para impor a religião.

A igreja também é a grande camufladora de todos os malefícios que foram feitos para os homens. Mas começou o seu enfraquecimento quando revolucionários continuaram a enfrentá-la, não aceitando o que por ela era imposto. Com o passar do tempo a igreja passou a não apenas confortar as pessoas, mas também a ajudar os necessitados, ganhando espaço novamente. Porém, agora de uma maneira mais democrática, não impondo diretamente o cristianismo para o homem, mas dando a escolha e a oportunidade de sua alma ser ou não salva.

Com o passar do tempo, muitas coisas foram acontecendo, a terra não era o centro do universo nem quadrada; o homem viajando para a lua. Há conhecimento sobre a existência de bilhões de galáxias, cada uma contendo bilhões de planetas. O ser humano que teve a sua mente restrita por centenas de anos de aprisionamento, começou a indagar e propor muitas perguntas que cientificamente não havia uma resposta. A igreja possuía a resposta para todas as perguntas que em sua grande maioria chamava-se Deus. O homem, em sua grande maioria tendo uma cabeça muito fraca para obter suas próprias opiniões e tirar suas próprias conclusões sobre o que acontece ao seu redor, preferiu aceitar o conforto que a igreja oferecia para assim, conseguir levar a sua vida. Agora não precisava mais se preocupar com coisas desconhecidas, mas aceitar que todo desconhecido é obra de Deus.

Os dois conhecimentos

Desde pequeno sempre fui muito observador, indagador sobre tudo o que acontecia ao meu redor. Com o passar dos anos, com o muito observar, comecei a estudar e tentar compreender as pessoas de forma a poder conseguir obter uma melhor compreensão e convívio com as mesmas. Foi aí que eu “criei” essa analogia antagônica sobre os dois conhecimentos.

Desde o momento em que nascemos, começamos a ficar maravilhados com tudo ao nosso redor, o ar que respiramos, as árvores, pessoas, animais, cores, nossos sentidos; tudo isso é um atrativo para aguçar o nosso querer de aprender e saber sempre mais e mais. Crescemos fazendo assimilações com o novo mundo e tentando entender o funcionamento de cada coisa. Nos baseamos muito em outras pessoas, neste caso, pessoas que nos criam, geralmente nossos pais. Assim vamos crescendo e conhecendo o mundo que nos espera. Dizem que uma criança se forma, sua índole, até os 7 anos de idade, eu digo que é a partir daí que ela começa a desenvolver o seu conhecimento consciencial ou auto conhecimento.

O que seria esses dois conhecimentos? Um é a mais simples e a grande parte da população desfruta, é o conhecimento de vida, dos estudos nos colégios, faculdades e cursos em geral, ou seja, é um tipo de conhecemo que qualquer um “pode ter”, basta estudar o que estão disponíveis nos livros e com a vivência de vida. O segundo conhecimento, o qual chamo de conhecimento consciencial ou auto conhecimento, é algo mais profundo, algo que não pode ser ensinado, mas sim sentido, eu diria que é algo que vai além dessa restrição de mundo que nos cerca chamado Terra ou planeta terra. Esse tipo de conhecimento deve ser descoberto e analisado apenas por cada um de nós. Pessoas que conseguem adquirir esse nível de conhecimento estão um passo a frente na evolução, se comparada as demais. O pior ou triste é que a maioria não tomou tal consciência sobre seu conhecimento consciencial e o fator mais abrasivo para esse encolhimento de consciência, chama-se religião.

As pessoas em vez de buscar a evolução, o auto conhecimento, estão se perdendo cada vez mais em todos os tipos de drogas, sejam químicas, televisivas, políticas, músicas; o que muitas vezes pode trazer um conforto imediato, mas a longo prazo leva apenas a regressão, novamente, nesse inferno chamado Terra.

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